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Metodologia de investimentos: ciência aplicada, não opinião de mercado

Nossa metodologia é estruturada em quatro etapas: perfil do cliente, construção de carteira ótima, seleção de ativos e ajustes táticos por ciclo econômico, e tem como princípio central o asset allocation científico, baseado em estudos clássicos de Brinson, Hood & Beebower (1986), Singer (1991) e Ibbotson & Kaplan (2001).

Nossa metodologia de investimentos no Brasil

Construir uma carteira de investimentos não deveria começar pela escolha de uma ação específica ou de um fundo imobiliário com bom histórico de dividendos. Essa é, no entanto, a etapa em que a maioria dos investidores concentra mais tempo e atenção, justamente a que menos influencia o resultado final.

Nosso processo de construção de carteiras é baseado em evidência científica e construído a partir dos objetivos de cada cliente. Assim como um projeto sob medida, não aplicamos um modelo padrão a todo mundo: cada carteira reflete a realidade financeira, os objetivos e o horizonte de tempo de quem a possui. Na nossa experiência, percebemos um padrão recorrente: o investidor dedica a maior parte do seu esforço a escolher ativos individuais e tentar prever o próximo movimento do mercado, exatamente as duas variáveis que menos pesam no resultado de uma carteira no longo prazo.

Fatores que determinam o resultado de uma carteira: 94% seleção de classes, 4% seleção de ativos, 2% previsão de mercado.
Fatores que determinam o resultado de uma carteira de investimentos, segundo o estudo de Brinson e Beebower. Fonte: Brinson & Beebower (1986).

O estudo que sustenta nossa abordagem

O estudo de Brinson e Beebower (1986), uma das referências mais citadas na área de gestão de investimentos, mostra que 94% do risco de uma carteira vem da forma como o capital é distribuído entre classes de ativos: ações, renda fixa, fundos imobiliários, moeda forte, entre outras, e não da escolha de qual ativo específico compor dentro de cada classe. Ou seja: a decisão que realmente determina o resultado de uma carteira é quanto alocar em cada classe de ativo, não qual ativo escolher dentro dela. É a partir dessa alocação, chamada de asset allocation, que estruturamos a carteira de cada cliente, antes de qualquer seleção de ativos individuais.

O impacto de tentar prever o mercado

É comum que investidores tentem antecipar movimentos de curto prazo, vender um ativo depois de uma queda forte, ou adiar uma compra por achar que os preços estão altos. É um comportamento natural, mas os dados mostram que essa estratégia costuma reduzir bastante o retorno no longo prazo.

Um estudo mostra que, ao remover apenas os dez melhores dias da bolsa brasileira de uma janela histórica analisada, o rendimento acumulado do investidor cai pela metade. Como esses dias de maior valorização não podem ser previstos com antecedência, tentar cronometrar entradas e saídas do mercado, na média, significa estar fora dele justamente nos momentos que mais importam.

Impacto de perder os melhores dias da bolsa no retorno acumulado do investidor.
Impacto de perder os melhores dias da bolsa no retorno acumulado do investidor. Fonte: Economatica.

Um segundo estudo compara três estratégias ao longo do tempo: o investidor hipotético que consegue aportar exatamente nas mínimas de cada ano; o investidor que faz aportes consistentes, sem tentar prever nada; e o investidor que segue o movimento coletivo do mercado, aportando mais nos períodos de alta. O resultado mostra que a diferença entre o investidor “ideal”, que na prática não existe, e o investidor consistente é pequena. Já quem segue o comportamento coletivo do mercado fica bem atrás dos outros dois. Constância pesa mais do que tentar acertar o timing do mercado.

Comparação entre três perfis de investidor, quem aporta apenas nas mínimas do ano, quem faz aportes consistentes todo mês, e quem aporta de forma reativa ao movimento do mercado.
Comparação entre três perfis de investidor: quem aporta apenas nas mínimas do ano, quem faz aportes consistentes todo mês, e quem aporta de forma reativa ao movimento do mercado. Fonte: Economatica.

O Processo de Construção de Carteira dos Nossos Clientes

Nosso processo segue quatro etapas:

  • Perfil e vida do cliente: mapeamos fluxo de receitas e despesas, horizonte de investimento, objetivos pessoais e familiares, grau de conhecimento sobre investimentos, tolerância a risco e o retorno necessário para viabilizar cada objetivo.
  • Carteira ótima: definimos a combinação de ativos que maximiza o retorno esperado para o nível de risco que o cliente está disposto a assumir, com controle de volatilidade, diversificação e testes de estresse para simular cenários adversos.
  • Seleção de ativos: rastreamos os produtos disponíveis nas instituições parceiras e selecionamos os ativos mais alinhados ao momento do ciclo econômico, considerando precificação, valuation e critérios de qualidade.
  • Ciclo econômico e ajustes táticos: acompanhamos os ciclos econômicos e ajustamos a exposição da carteira conforme os riscos e oportunidades de cada segmento de ativos.

Conclusão

O processo de construção de carteira é individual e personalizado para cada cliente. Cada família tem uma realidade financeira diferente, e uma carteira genérica não dá conta dessas particularidades. Nosso compromisso é transformar rigor técnico e disciplina de investimento em um plano que faça sentido para a vida de cada cliente.

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